Filmes e Séries

Crítica – Planeta dos Macacos A Guerra

(Ou seria atores e CGI, a guerra?)

Por Natália Mattos

Hoje tivemos a honra de participar da cabine e coletiva de imprensa do novo filme de Matt Reeves, War for the Planet of the Apes, terceiro e último filme deste arco da franchise.

Na coletiva estava presente o brilhante Andy Serkis, famoso por seus papéis interpretando Gollum no Senhor dos Anéis e Hobbit, King Kong no filme de 2005, e é claro, Caesar, nosso protagonista para a série de cinema Planet of the Apes.

RECAPITULANDO

Em 2011, em Rise of the Planet of the Apes, nós acompanhamos o surgimento de uma droga experimental que sai rapidamente fora do controle. Seres símios (macacos, gorilas, etc.) começam a ganhar cada vez mais traços humanos, enquanto a mesma droga causa a disseminação de uma doença que tem um efeito devastador na humanidade.

Surge então um enorme grupo de símios, liderados por Caesar. Em 2014, em Dawn of the Planet of the Apes, Koba, um dos seguidores de Caesar, se rebela e declara guerra contra os humanos. E é neste cenário que tem início War for the Planet of the Apes, onde as consequências dos dois primeiros filmes são concluídas com chave de ouro.

SOBRE O FILME

Na guerra pelo planeta, a empatia e misericórdia são praticamente esquecidas. Esse parece ser o tema principal do filme, que capta perfeitamente o estudo sociológico dos originais dos anos 70, entretendo sem perder o foco no desenvolvimento dos personagens e na “humanidade” que existe em cada um deles.

O enredo é muito bem feito e sai um pouco da fórmula padrão dos filmes de Hollywood, ainda oferecendo cenas incríveis de batalha, cenários de tirar o fôlego, músicas épicas e performances fortes e reais.

É difícil descrever mais sem entregar spoilers sobre o filme. Inclusive, uma dica importante para quem pretende ver nos cinemas é não assistir os trailers! Diversas cenas que estão lá entregaram partes importante da história, e tiraram um pouco do mistério do plot.

SOBRE O CGI E ANDY SERKIS

Além de uma excelente história e obra cinematográfica, War for the Planet of the Apes trás novamente a tona a importante discussão sobre interpretação do ator vs. CGI. Em 2001, quando Andy Serkis foi chamado pela primeira vez para fazer Gollum, a tecnologia para CGI ainda era bem limitada, e toda performance real do ator (em especial suas expressões faciais) tinham que ser aplicadas manualmente pelos animadores. Essa técnica fez com que trabalhos riquíssimos de Serkis com Gollum fossem negligenciados pela crítica, afinal, o “trabalho real estava sendo feito pelos animadores” e Serkis era mais visto como um guia para esta animação do que um ator real simplesmente interpretando um personagem.

Esta visão, no entanto, não pode ser mais aplicada com os avanços dos últimos anos. Para War for the Planet of the Apes, Serkis e todos os outros atores que interpretaram os símios puderam trabalhar em campo com todos os outros atores, em vez de ficarem reclusos apenas ao estúdio. Suas expressões faciais agora são quase totalmente incorporadas diretamente pelo programa, sem ser necessária a intervenção de animadores.

É uma nova era não apenas dentro da história do filme, mas também fora dela. Novas portas (e cabeças) estão se abrindo para essa nova realidade, que, nas próprias palavras de Serkis, não se aplica apenas para cinemas, mas para vídeo games, seriados, VR (realidade virtual) e muito mais.

Planeta dos Macacos A Guerra estréia dia 03 de agosto nos cinemas.

 

Crítica

War for the Planet of the Apes
20th Century Fox

*As opiniões retratadas acima são de inteira responsabilidade do autor do texto, não retratando a opinião do site.

 

  • O Catedratico [Player Select]

    Bela critica Natalia! Me motivou muito a ver o filme no cinema e não na locadora do paulo coelho rs.

    Parabens!