Análise de Games

Borderlands 2 VR

Publisher: 2K Games
Developer: Gearbox Software
Gênero: ARPG/ FPS
Plataformas: Playstation 4

Uma nova realidade

A Sony não é estúpida, e parece reconhecer que títulos como The Elder Scrolls V: Skyrim e Borderlands 2 VR precisam existir para gerar potenciais usuários do PlayStation VR. Embora os veteranos argumentem com precisão que os títulos como Astro Bot Rescue Mission e Beat Saber realmente brilham na realidade virtual, os céticos sempre exigirão marcas maiores e mais conhecidas antes de mergulhar rumo ao desconhecido. E então aqui estamos revisando outra entrada da geração PlayStation 3 em uma roupagem diferente.

O título Gearbox não é tão onipresente quanto o infame RPG de ação da Bethesda, mas ele apareceu em uma infinidade de lugares desde o primeiro lançamento, há cerca de sete anos atrás. Este é o jogo original completo, menos suas funcionalidades de DLC e co-op, o que pode torná-lo difícil de vender para alguns hoje em dia. Embora não tenham alguns componentes-chave, essa entrada não é superficial nem feita sem paixão, pois fica muito claro que a 2K Games investiu bastante esforço para fazer isso funcionar em realidade virtual.

Existem dois esquemas de controle: DualShock 4 e PlayStation Move – o suporte para o muito popular PSVR Aim Controller chegou via atualização. O primeiro é uma opção bastante familiar, com o objetivo mapeado para o equipamento de cabeça e todo o resto funcionando mais ou menos como você já estava acostumado. O PS Move é um pouco mais complicado, e embora pareça mais natural para mirar suas armas, o complicado esquema de controle requer um ajuste sério – mesmo que, para todas as intenções e propósitos, funcione.

Para crédito do desenvolvedor, existem muitas opções de controle e conforto disponíveis aqui. Você pode usar o teletransporte se preferir, mas ele não é imposto, e a movimentação livre está disponível em ambos os esquemas de controle, assim como a capacidade de alternar incrementos ou se ater a um estilo mais tradicional. Você pode mexer com o esquema de controle até conseguir algo que te faça se sentir confortável.

Embora isso resulte em muitas opções, consideramos que é importante na realidade virtual permitir que você adapte a experiência exatamente como gostaria, pois está ficando cada vez mais claro que todos têm diferentes níveis de tolerância quando se trata de enjôo. Como tal, o título merece crédito sério por sair do seu caminho para permitir-lhe moldar o jogo às suas próprias necessidades e exigências pessoais. Este é o caminho a seguir – particularmente para títulos intensos como shooters em primeira pessoa.

A jogabilidade parece um pouco antiquada nos dias de hoje, o que não é necessariamente culpa do PSVR, mas apenas uma conseqüência do lançamento ter vários anos agora. Ainda há uma abundância de itens para coletar, mas as missões geralmente se transformam em missões de busca ou de combate, que não são tão empolgantes. O cenário cel-shaded de Pandora parece vasto na realidade virtual, mas não tem o mesmo tipo de recurso que Skyrim fez há pouco tempo atrás. As cut-scenes são pré-renderizadas, então infelizmente você tem que assistir a todas, e as vezes isso fica incômodo.

Houve alguns ajustes sutis na jogabilidade: uma nova mecânica de desaceleração pode ser usada em combate, talvez para compensar o fato de que você não terá nenhum parceiro no PSVR e para lhe dar uma folga durante tiroteios particularmente extremos. Os veículos também podem agora ser movidos a partir de uma perspectiva em primeira pessoa, o que faz sentido na realidade virtual e mantém você imerso na experiência muito melhor. Eles são pequenos acréscimos, mas exemplos de cuidado da desenvolvedora.

Conclusão

É claro que muito esforço foi investido para trazer Borderlands 2 para o PSVR, e isso é algo a ser apreciado. A jogabilidade parece antiquada nos dias de hoje – e a falta de DLC e cooperativo é uma verdadeira vergonha -, mas ainda há diversão com o loop de loot-shooting, e Pandora se adapta realmente bem à realidade virtual. O esquema de controle do PS Move é complicado, mas o jogo funciona bem com um DualShock 4 na mão, e uma variedade de opções de conforto significa que você pode adaptar a experiência às suas necessidades exatas.