Análise de Games

Assassin’s Creed Odyssey: O Destino de Atlantis – Ep 1

Publisher: Ubisoft
Developer: Ubisoft
Gênero: RPG/ Ação/ Aventura
Plataformas: Playstation 4/ XBox One/ PC

A primeira impressão é a que fica

Após a fantástica grandeza de Assassin’s Creed Origins: Maldição dos Faraós, tivemos grandes esperanças em The Fate of Atlantis – uma chance para os desenvolvedores de Assassin’s Creed Odyssey deixarem sua imaginação correr solta. Enquanto Odyssey já apresenta uma série de elementos mitológicos, esta saga por DLC promete ainda mais criatividade. Infelizmente, o primeiro episódio de The Fate of Atlantis se esforça para corresponder às expectativas de seu antecessor egípcio.

O episódio 1 nos traz tudo muito bem organizado. Um novo mapa impressionante para explorar e uma narrativa de escolha pesada, junto com os próprios deuses gregos, estão no topo da lista, mas o DLC não consegue alcançar toda sua capacidade em nenhum dos aspectos. O resultado é uma experiência sinuosa que raramente parece tão grandiosa ou significativa quanto deveria.

O espaço a ser explorado é realmente enorme

Não ajuda que as coisas começam com o estilo moderno da série, o futuro (ou nosso presente). Uma missão prólogo que você joga como a protagonista moderna Layla Hassan atua como uma porta de entrada para o DLC, e enquanto ele tenta amarrar todos os atos e processos na tradição agora ridiculamente complicada de Assassin’s Creed, não é o que você quer de um jogo onde você passou as últimas 100 horas jogando como um personagem completamente diferente (e muito melhor desenvolvido).

As escapadas modernas de Assassin’s Creed continuam sendo um aborrecimento. Escrita fraca e até mesmo personalidades mais fracas arrancam você de uma aventura histórica em que você provavelmente investiu horas, e é aqui que The Fate of Atlantis começa a tropeçar. Os elementos de ficção científica da série são uma bagunça na melhor das hipóteses, mas agora temos conversas sobre armas, uma simulação da vida após a morte baseado nos mitos gregos antigos e pessoas gigantes que falam em enigmas. É uma paródia sem fim.

O destino vos espera

No centro disso tudo, o seu herói, Alexios ou Kassandra, precisa entrar na simulação mencionada anteriormente e encontrar algum tipo de fonte de energia importante. Para fazer isso, eles precisam assumir o papel de um agente duplo, oferecendo lealdade ao líder do reino e a uma facção rebelde. Esta premissa abre o caminho para uma série de cenários de ramificação que se desenvolvem com base em suas ações e escolhas de diálogo. Algumas dessas coisas são surpreendentemente profundas, mas é difícil não se sentir como se você fosse levado a um caminho linear – especialmente perto do final do episódio. Há definitivamente alguns trechos decepcionantes aqui.

Podemos certamente apreciar a ênfase na escolha e na consequência, mas a narração de histórias ao longo do Episódio 1 é difusa e estranha. Há vários momentos-chave que parecem forçados ou muito convenientes e, às vezes, os principais personagens do DLC se apresentam como pouco mais do que manequins falantes que existem apenas para mostrar o impacto de suas ações. Tendo dito tudo isso, nos vemos interessados ​​em ver como as coisas se desenvolvem no Episódio 2 – há aqui um desenvolvimento e entrelaçamento suficiente entre o herói e seus supostos inimigos para nos impedir de adivinhar, o que é bom, não deixando as coisas óbvias demais.

Cenários bonitos e bem desenvolvidos te aguardam neste DLC

De fato, estamos muito nisso por causa de Alexios ou Kassandra. Como na saga anterior do DLC, Legado da Primeira Lâmina, O Destino da Atlântida permite que você explore ainda mais a personalidade de seu herói. Não é nada que realmente redefina a série, mas há alguns momentos bem construídos aqui e ali que realmente permitem que você se envolva mais com o protagonista. A esperança é que todo esse desenvolvimento de personagem passe para o episódio 2.

Vida nos Elísios?

Então, com a narrativa que está um pouco fora do seu auge, a jogabilidade se sustenta? Bem, sim e não. Para começar, Elysium é um local verdadeiramente deslumbrante – seriamente, é uma das mais belas paisagens virtuais que já vimos em um console – mas quando comparado com o mundo aberto normal do jogo base, falta-lhe vida. Não há eventos aleatórios, animais predadores, campos inimigos, batalhas ou mercenários itinerantes – é apenas um punhado de monumentos espalhados por campos reconhecidamente belos. É de encher os olhos, mas não o coração.

A batalha continua épica

Sem quaisquer acontecimentos dinâmicos, o Elysium é um lugar bem chato uma vez que você ignore o quão adorável e belo parece ser. Muito rapidamente, você se vê correndo de um marcador de missão para o outro porque não há nada com o que se envolver no meio do caminho. Não há tesouros para encontrar fora do caminho demarcado e não há missões opcionais para empreender. O Elysium faz com que você aprecie o quão impressionantemente ocupado é o mundo aberto do jogo base, mais do que apreciar ao próprio DLC.

Felizmente, a inclusão de várias fortalezas inimigas enormes garante que você não esteja totalmente carente de ação. Essas cidadelas são uma emoção para lutar ou silenciosamente rasgar o seu caminho com suas armar e sua fúria, graças a algum design de nível vertical brilhante, e os novos e mais complicados inimigos fazem um bom trabalho de mantê-lo em alerta, sempre. Em contraste, uma busca mais silenciosa mostra que você atravessa uma ruína abandonada que fica acima das nuvens, e apenas navegar em sua estrutura de quebra-cabeça é uma alegria per se. Não há como negar que o Episódio 1 tem seus pontos altos – nós apenas desejamos que eles fossem parte de um pacote mais polido. Ainda mais com um jogo base tão bom e tendo Origins e seu DLC como exemplo.

Atlantis precisa de você, e este foi só o começo

Conclusão

Assassin’s Creed Odyssey: O Destino da Atlântida – Episódio 1 tem seus momentos, mas como um todo, parece uma oportunidade perdida. Com uma melhor narrativa, isso poderia ter sido uma história realmente intrigante, mas os personagens inconsistentes e as consequências obscuras impedem que as coisas sejam conectadas como deveriam. Outro fator é que as inovações apresentadas não foram tão bem aplicadas como poderiam, e embora a nova localização do DLC seja absolutamente impressionante, imediatamente falta a vida que torna o mundo aberto da Odyssey tão cativante. Tudo somado, este é um bom começo para a aventura de fim de jogo do(a) Eagle-Bearer, e nós queremos ver o que o episódio 2 traz, mas esperávamos mais de um passeio tão fantástico quanto este. Talvez as expectativas estivessem muito altas, mas só ficaram assim porque sabemos que a produtora tem toda a capacidade e entregar mais.